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sergioriverocervio
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Mensagempor sergioriverocervio » sexta, 17 ago 2007, 18:47

Caros amigos

Me apresento em português, a língua do país onde nasci, Brasil.
Assim como tantos, guardo comigo esse desejo de conhecer meus antepassados na Galícia.
Meus avós foram para o Brasil, assim como meu pai, no início do século XX e seus laços familiares foram sendo cortados gradualmente ao longo de tantos anos.
Depois de tanto tempo, e mais precisamente depois da morte de meu pai Manuel Rivero Gomez, em 1993, no Rio de Janeiro, mais nenhum contato se fez com mais ninguém na Galícia.
Hoje, sou o único da família que ainda guarda alguma tradição familiar ao insistir em cozinhar um polvo com batatas cozidas, arroz branco e molho de azeite de oliva, muito alho e muita cebola no almoço de cada 25 de dezembro, como fazíamos quando minha avó Elvira, meu pai Manuel e meus tios Pedro e Jaime estavam vivos..
Mas, divido com os amigos minha alegria... Esse ano, desde março, estou vivendo no País de Gales, Reino Unido, realizando minha pesquisa de Doutorado e, agora, no início de setembro, estarei indo a Galícia, pela primeira vez. Depois de uma pesquisa na Internet descobri, finalmente, o lugar de onde minhas famílias, Cerviño e Rivero emigraram: AS CHAS e A GRANXA, respectivamente, na provínica de Ourense.
Creio que será uma viagem muito importante e fortemente emocionada.
Ela já tem sido... Morar na Europa, no País de Gales e descobrir as mesmas origens celtas, tem me feito mergulhar, misteriosamente, nesse passado desconhecido e tão necessário para minha identidade.
Conto com qualquer ajuda de vocês, meus amigos, no sentido de desvendar, revelar, ilustrar meu passado e, consequentemente, meu futuro...
Me despeço assinando meu nome como consta, com muito orgulho, em meu passaporte espanhol.

Abraços

Sérgio Luís Rivero Cerviño

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casdeiro
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Mensagempor casdeiro » sexta, 17 ago 2007, 19:24

Curioso periplo, Sergio. Bem-vindo e nao te preocupes pelo português, é a nossa língua irmá e quando chegues a Galiza (esse é o nome correcto em português, e tambem correcto em galego) por vez primeira, has descubrir que o entendemento entre galegos e lusofalantes é óptimo!

sergioriverocervio
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Mensagempor sergioriverocervio » sexta, 17 ago 2007, 21:21

casdeiro Escribeu:Curioso periplo, Sergio. Bem-vindo e nao te preocupes pelo português, é a nossa língua irmá e quando chegues a Galiza (esse é o nome correcto em português, e tambem correcto em galego) por vez primeira, has descubrir que o entendemento entre galegos e lusofalantes é óptimo!Obrigado, Casdeiro, pelas informações. Não vejo a hora de lá chegar... Nos falamos por e-mail há muito tempo atrás, não sei se vc se lembra...
Então, aqui estou eu novamente e, dessa vez, com o coração nas mãos... Vai ser uma viagem e tanto... por mim, por meu pai que nunca mais voltou, pelas famílias perdidas em seus laços...

Grande abraço

antoniorey
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Mensagempor antoniorey » sábado, 18 ago 2007, 00:33

Ola Sergio:

Benvido a Fillos de Galicia :D

Desexo que disfrutes moito a viaxe á terra dos nosos antergos.

Como ben dis: "se queres saber quén es e cal é o teu futuro, non tes que esquecer o teu pasado"

Unha aperta dende o inverno.

anavilat
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Mensagempor anavilat » sábado, 18 ago 2007, 09:55

Benvido Sergio!!!
Non te preocupes polo idioma o portugues non é difícil de entender, sobre todo o escrito, se falas igual tes que ir un pouco máis despacio X-D
Ademáis non esta mal isto de aprender idiomas de balde ;-)
Espero que a túa viaxe sexa todo o que esperas de ela.
Saúdos.

sergioriverocervio
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Mensagempor sergioriverocervio » sábado, 18 ago 2007, 18:46

Caros Casdeiro, Antonio e Ana

Muitíssimo obrigado pela recepção... é mesmo tudo o que preciso para chegar na Galiza tranquilo...
Até arrisco falar e escrever o espanhol, mas com o sobrenome que tenho, chegar na Galiza e não falar Galego, me faz sentir bem envergonhado... mas, fazer o que...
Lendo o Galego, consigo entender bem, ouvir vai ser uma outra experiência... Na verdade, aqui em Gales onde estou morando, ouvindo e me fazendo entender entre o Inglês, o Galês e o Inglês com sotaque Galês, percebo que, no final das contas, o ser humano é todo igual, só muda mesmo é o endereço...

Abraços mil

Sérgio Rivero Cerviño

bershky
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Mensagempor bershky » domingo, 19 ago 2007, 09:21

   
  






  
  Ola Sergio, que tal?
Práceme moito a túa chegada a nosa comunidade . Sejas bemvindo.

Cando dixeches seres das Chas, quedei matinando... onde quedan As Chas? . O primeiro non me daba situado, dubidei... mais agora xa sei! estades raiando con Portugal. Ti es dunha terra rica en froitas , hortalizas e moi bos viños con denominación de orixe . Na feira de Verín, son moitas as mulleres de por alá que veñen vende-los seus productos da horta.

O teu comentario de comerdes arroz con aceite pareceume alleo a nosa comarca, porque na miña casa na vida se degustou semellante manxar, mais agora podo entende-lo por que.

O teu pobo, perteñece o concello de Oímbra, polo tanto a comarca do val de Monterrei. Esta zona sur , dedicouse en tempos o cultivo de oliveiras, introcido e iniciado polos romanos no sécolo I d. de C. Din que eran uns aceites ? virxe extra? de primeira calidade. Por certo , oín que a nosa comarca está tratando de recuperar e manter vivo, esta costume ancestral da ladeira de Monterrei. Aínda se conservan oliveiras que noutrora achegaron riqueza pra nosa zona. ( disto se gostades falamos noutro momento )


Apreixos



sergioriverocervio
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Mensagempor sergioriverocervio » domingo, 19 ago 2007, 11:41

Bershky

Obrigado pela acolhida e pelas informações!!!
Azeite sempre foi uma presença constante em nossa casa brasileira... No Brasil, o Gallo, hoje, é um dos mais usados...
O arroz também sempre presente, mas creio que já é algo muito brasileiro: o 'arroz com feijão' de cada dia...
Depois que me mudei para Salvador, da Bahia, em 1997, percebi que o azeite continua muito presente, e mais, o 'azeite de dendê' também, presente em toda culinária baiana originária da África.
A colônia Galega na Bahia é muito grande, talvez até maior que a do Rio de Janeiro onde nasci.
Mas é engraçado porque minha avó Elvira falava que esse polvo com arroz branco, batatas cozidas e molho de azeite, alho e cebolas era um 'polvo a espanhola'... me parece que essa receita mais simples, sem tomates, é mais presente em Portugal do que na Espanha... Bem, Oimbra está ali na fronteira com Portugal... são as culturas se encontrando e originando novas possibilidades...

Grande abraço

bershky
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Mensagempor bershky » domingo, 19 ago 2007, 13:15

    
   




   
  A ver, a ver? que non me entero! Como dis?

Polbo con arroz branco e por riba patacas cocidas con mollo de aceite? Ouh! Hum?
? Isto sóame máis a cociña portuguesa. Eles mesturan patacas con arroz, fabas, garavanzos e o que caia. Claro que, pola vosa veciñanza con Portugal as costumes poden semellarse.

Na miña casa cómese o polbo con cachelos ou pan.

O polbo vai só condimentado cunhas areas de sal groso, e unhas boas pingas de aceite de oliva.
O allo tamén, mais ponse aparte nunha cunquiña, xa que non todos gostan del. As cebolas bótanse a cocer enteiras e sin pelar có polbo, mais non se comen. Danlle un gosto particular, e o sabor delas non se percibe.

O polbo con cachelos é o meu prato preferido ;-)

sergioriverocervio
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Mensagempor sergioriverocervio » domingo, 19 ago 2007, 14:41

O polvo é cozido separadamente... minha avó também colocava a cebola junto, dizia ela que o polvo cozinhava no tempo da cebola... Depois de cozido, corta-se o polvo em pedacinhos com uma tesoura desinfetada...
Numa tijela coloca-se o alho e a cebola cortados em pedacinhos, em infusão no azeite, por horas. Naturalmente, o azeite engrossa e pega o gosto do alho e da cebola.
Cozinha-se separadamente o arroz e as batatas... Na hora de servir à mesa leva-se tudo separado: o polvo cortado, o arroz branco e as batatas cozidas com salsa crua por cima. O molho de azeite, alho e cebola também vai separado. Nada é misturado. Só na mesa que cada um escolhe o que quer.
Claro que também não se pode esquecer de um bom vinho branco que, na minha casa, eram os portugueses: Grandjó, Mateus ou o verde Casal Garcia, também português...
Quando me mudei para a Bahia e casei, comecei a fazer algumas variações sobre o mesmo tema... O polvo não é mais o mesmo de minha infância... naquela época, meu pai ia na véspera do almoço ao porto do Rio de Janeiro e voltava com uma caixa de madeira com um polvo enorme que ele encomendara da Espanha... na Bahia normalmente compro vários polvos pequenos... tenho experimentado fazer risotos, com arroz branco ou integral, e acrescento tomates, pimentões amarelo, vermelho e verde e, claro, uma boa pimenta baiana para dar um gosto local e brasileiro...
Eu adoro polvo, também é meu prato preferido, mas reconheço que para se gostar dele é necessário construir o gosto desde a infância, pois sua aparência pode assustar e enojar.
Para mim é um ritual sagrado fazê-lo todos os anos e lembrar em cada garfada do gosto de minha infância e sentir saudades dos que já se foram. É um gosto que busco expandir para meu filho Francisco, de 8 anos, que ainda não gosta de polvo.

Abraços


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