Os Galegos no Brasil

Para relatarmos as vivencias vitais dos nosos pais, nais, avós e avoas, eses herois da nosa Emigración...
sbaezagarr
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Os Galegos no Brasil

Mensagempor sbaezagarr » quarta, 19 jul 2006, 07:14

Marcia Dieguez desde Brasil, envió este mensaje el día 05/02/2001 a la lista Fillos-L:Meus amigos

Quando conto algo sobre os galegos no Brasil, relato uma experiência de um século de emigração. Minha familia chegou em 1895 e meus avós na década de 10 de 1900.

Ano passado (2000) perdi uma tia-avó com 100 anos de idade possuidora de uma memória previlegiada. Ela vivenciou a historia de todo o desenvolvimento da familia. Sua vida teve altos e baixos. Meu bisavô, seu pai , depois de ter chegado apenas com uma canastra, com os frutos de seu trabalho tornou-se uma figura de destaque em meio a sociedade espanhola santista.
Por sua casa passaram varias familias, cada uma com suas historias e problemas. Muitos dos descendentes desses espanhois lembram -se com carinho de ter ouvido falar da "Casa do Corisco".

Essa Tia, Rosalia , sofreu preconceitos e glorias, conheceu como ninguém o fato de ser a primeira filha de um emigrante, lutou com eles e passou-nos o amor e orgulho por nossa raça. Ela viveu a penúria e a glória de ter no Teatro Coliseu um camarote reservado para a familia durante toda a temporada de bailados e peças teatrais que chegavam na cidade.

A unica filha viva de meu bisavô, Bernarda, hoje está com 85 anos, a filha menor, ela guarda com carinho um par de luvas brancas que cobria as mãos de seu pai, um labrego, nas cerimonias do Consulado.
Ele era encarregado da recepção das autoridades espanholas em nossa cidade e em São Paulo.

A luta foi grande, tudo conseguido com o Bar e Restaurant Corisco que tinha como peça principal minha bisa Thereza no fogão. Na "Casa do Corisco" o amor por España e Galicia não eram diferentes. Alí não se admitia preconceitos e seu coraçaõ apesar da morriña também era brasileiro. Aqui teve seus filhos e aqui educou a todos (11 filhos).

Sua casa era uma filial da Galicia e fora dela representava a España na sociedade brasileira tentando passar a melhor imagem de sua raça.

Quando vos conto as historias, falo de uma época muito dificel e distante. Acredito que muitos da lista de Fillos somente tem experiencias mais recentes e espantam -se como eram as coisas no inicio do século XX.

Um abração meus irmãos
Marcia Dieguez
Última edição por sbaezagarr em sábado, 08 nov 2014, 21:38, editado 1 vez no total.

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Os Galegos no Brasil

Mensagempor sbaezagarr » sábado, 02 set 2006, 03:19

Marcia Dieguez desde Brasil, envió este mensaje el día 01/03/01 a la lista Fillos-L:Sociedades Galegas

Não consigo entender quando dizem que as Sociedades Galegas nada fazem o fizeram.

Em Santos, aqui no Brasil o Centro Español foi fundado em 1895 com um tremendo esforço de nossos irmãos galegos y españois de outras regiões (80% galegos)
Sei bem de sua historia posto que meu bisavó foi um dos fundadores.

Ajudaram a muitos, sendo com ensino, assistencia médica, jurídica, preservação das tradições, repatriación daqueles que não acostumavam-se com a nova terra e ajuda financeira aos que necessitavam.

Hoje os tempos são outros e os serviços são em forma de ensino da lingua española e galega, de danças típicas e acima de tudo a união e ajuda mutua.

Quando falam que nos referimos a emigração como algo pessoal, não é verdade, falamos daquilo que conhecemos e que vivemos na sociedade que nos acolheu.

Em Santos é e foi como lhes conto, em outros lugares com certeza as coisa se apresentaram diferentes. Não podemos globalizar, cada ser humano é um universo.

A casa de meu Bisavô Enrique Alvarez Corisco era um pedaço da Galicia no Brasil. Quem aqui chegou entre 1895 a 1933 encontrou achego e imediatamente foi levado a fazer parte do Centro Español para que tivesse toda a proteção e ajuda necessária.

O lema prevalece até hoje:
"Somos porque podemos e podemos porque queremos"

Temos que falar de fatos isolados, quem faz as Sociedades são os Homens e entre eles tem sempre algum especial.
Não esperemos que façam as coisa por nós, devemos de ir a luta e quando logramos algo ainda que não seja para nós, estaremos abrindo uma porta para algum irmão que vem atrás.

Um exemplo é a nossa lista, como aprendemos dia a dia com as experiencias alheias.

Um abração
Marcia Dieguez


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