Historia de una boda

Para relatarmos as vivencias vitais dos nosos pais, nais, avós e avoas, eses herois da nosa Emigración...
sbaezagarr
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Historia de una boda

Mensagempor sbaezagarr » sexta, 22 set 2006, 04:27

Marcia Dieguez desde Brasil, envió este mensaje el día 17/06/2001 a la lista Fillos-L:Inspirada por meu amigo Toni, aqui vai uma historia:

Tomonte, Vilardevos, Comarca de Verin, 1875, um casal festejava suas bodas.
Rosalia Dieguez levava como dote um moinho e terras. A rapaza estava sentindo-se com certa autonomia diante do noivo ja que ele, Pasqual Gomez, teve que dar a metade do que tinha para uma filha que havia tido com uma moça da aldeia. Pasqual assim entrava no casamento com capital inferior ao da noiva.

A festa movimentou toda a aldeia, todos ajudaram a preparar as comidas e o clima de alegria contagiava a quantos dela participavam.

A noite ja ía longe quando Pasqual pegou a rapaza no colo e fugiu com ela para a casa ao lado do moinho. Lá dentro, perto do lampião, mirou bem em seus olhos e disse-lhe:
-Rosalia, saca la falda y pon mi pantalones.
Ela meio que assustada e surpresa lhe diz:
-Como homen, que vou lucir tus pantalones? Yo no visto pantalón, son una rapaza.
Ele sugeitando-a nos braços, falou bem pausadamente:
- Jamais te olvides do dia de hoxe y do que acabastes de decir, tu no vestes pantalón, quién lo viste son eu. Eu son o homen de esa pareja.

Assim Pasqual tentou dominar o temperamento forte e independente de Rosalia. 9 meses depois nascia a primeira filha, Theresa Gomez Dieguez, minha bisavó.
Bem qualquer hora conto mais um pedacinho dessa historia.

Bicos a todos
Marcia Dieguez
Neta de Tomonte/ Berrande/ Xinzo de Limia/ Castrelo de Abaixo
Última edição por sbaezagarr em sábado, 08 nov 2014, 21:45, editado 1 vez no total.

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Mensagempor sbaezagarr » terça, 26 set 2006, 02:28

Marcia Dieguez desde Brasil, envió este mensaje el día 17/06/2001 a la lista Fillos-L:Continuando........

Rosalia e Pasqual tiveram mais 6 filhos e quando a mais velha, Theresa, minha bisavó, contava com 17 anos foram levados pelo entusiasmo da promessa de uma vida melhor a emigrarem com um grupo de vecinos.

Juntaram seus pertences, fecharam a casa, e deixaram a filha menor aos cuidados de uma cuñada. A nena estava com 2 anos e tiveram medo que não resistisse à travessia.

A viagem durou 56 dias no mar e foi horrivel. As nauseas, o calor dos porões do navio, as enfermidades, a falta de higiene, os piolhos e a morte. Muitos morreram e foram jogados no mar. A incerteza de chegar ou não ao destino esquentava os animos fazendo con que maridos e mulheres brigassem, e não fosse pela liderança de um jovem Enrique Corisco (que mais tarde viria a ser meu bisavô) tudo teria sido mais dificel.

Chegaram ao porto de Santos e seguiram em vagões de trem para o interior de São Paulo ( Monte Alto) , para uma fazenda de café. Ali logo a ilusão torna-se pesadelo e Rosalia ve dois de seus filhos cairem doentes com a Febre Amarela.

Foi banida para o meio do mato e ali um empregado levava comida uma vez ao dia. Tocava um corno e largava a comida no chão e saía correndo.
Rosalia abrigada numa cabana improvisada que ela mesma levantou assiste a morte de seus dois filhos, José e Carmen com 12 e 10 anos. Cava com as mãos dois buracos e os enterra, voltando para a fazenda desolada e sem mais lagrimas para derramar.

Quando volta, o paisano Enrique Corisco ja estava com o plano pronto e mais alguns dias fogem todos da Fazenda percorrendo a pé 400 km e vindo parar em Santos.

Naquele momento, a filha maior de Rosalia e Pasqual apaixona-se perdidamente pelo jovem de rosto corado e olhos azuis como o céu.

Continúa a qualquer oportunidade

Bicos
Marcia Dieguez


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